Tô de Cara!

Abril 24, 2008

Moda: a minha amante!

Arquivado em: Uncategorized — Charmene de Cara @ 4:32 pm

Foi no dia 04 de dezembro de 2007 que eu marquei uma conversinha com o meu diretor para dizer, resumidamente, que não dava mais. Juro que eu não sabia que estava tomando uma decisão que iria mudar completamente o rumo da minha carreira…

 

Pelos últimos 7 anos a Moda foi a minha paixão maior. Desde o dia que eu decidi que iria prestar vestibular para Negócios da Moda somente, e que precisava ser na Anhembi Morumbi, eu passei a praticamente respirar a moda: amava (ok, amo) muito tudo aquilo!

 

7 anos. Confesso que não foram dos mais fáceis. Do começo, como aprendiz em um atelier, passando aos inúmeros chochos que eu levei de professores (o mais memorável foi com certeza quando eu descobri que Rei Kawakubo era ela, não ele), interdisciplinares intermináveis com a Vai-Vai ensaiando no fundo passando por conciliar 10 horas por dia de estagio com inglês, francês, faculdade e academia até a formatura com uma honrável media geral de 9,02, efetivada na terceira maior industria têxtil do mundo parecem que passaram umas 3 vidas. Acho que mais uma se passou nos 3 anos que seguiram a formatura.

 

Faria tudo de novo e ainda mais intensamente se conseguisse. Nenhum outro caminho que podia ter escolhido para minha carreira poderia ter aberto tanto meus horizontes quanto a moda. Porque para entender a moda não basta entender só de moda. Tem que entender de comportamento do consumidor, economia, arte, musica, tecnologia. Tem que entender o mundo. Então, graças a esse feliz casamento que eu tive com a moda, meu horizonte foi escancarado e aprendi coisas que nunca podia ter imaginado que existiam. Sem contar nas experiências, que mesmo que tenha sido em um breve período, encheriam facilmente um livro.

 

Infelizmente, a industria da moda no Brasil não tem a estrutura que desejo para desenvolver minha carreira. E foi naquele dia 04 de dezembro que eu descobri que não era especificamente não dava mais para I`M, era não dava mais para a industria da moda no Brasil.

 

Provavelmente a culpa é da própria moda que hoje escolhi não mais trabalhar com ela. Ninguém mandou abrir tanto meus horizontes, a ponto de me fazer vislumbrar uma outra realidade e despertar em mim o desejo de fazer parte dela. Ampliar a ponto de me fazer ver que nosso amor era meio bandido, que, apesar da dedicação e do retorno que tive talvez fosse melhor seguirmos nossos caminhos em separado. Como toda esposa ciumenta, a culpa dela ter sido trocada foi dela mesmo!

 

Amor é para sempre, não importa se não estamos mais juntas em tempo integral. Moda agora para mim é hobbie, para relaxar e entreter, sem stress só curticao. Minha amante.

Março 14, 2008

A fina arte de blogar

Arquivado em: Uncategorized — Tags: — Charmene de Cara @ 4:30 pm

Muitos blogam, mas penso hoje que blogar é para poucos. E não sei se hoje me incluo nesse grupo.

Quando eu decidi abrir esse espaço, para dividir minhas impressões sobre moda e comportamento achei que tudo seria bem mais simples. Esqueci que levo tudo muito a sério e logo estava refletindo sobre questões como identidade, exposição, etc.

Não é uma questão de buscar destaque, é uma questão de agregar. O que posso agregar as pessoas que irão parar por aqui que ainda não esteja sendo feito? Com essa pergunta martelando na cabeça por quase dois meses decidi parar um pouco.

Como na maioria das vezes não cheguei à conclusão do que quero. Mas sei o que não quero. Não quero que esse espaço torne-se um espaço de tradução de textos ou de reprodução de notas colhidas de outros sites e blogs. Já temos muitos desses por aí. Não que eles não sejam muitos utéis, mas não é o que eu quero para o meu.

Enquanto busco uma identidade para o me humilde blog vejo que a  solução é blogar, ir blogando, sem medo de errar e esbarrando em questões existenciais. O tempo deixa tudo vai ficando mais fácil.

Realmente as férias acabaram.

Aos amigos da I’M

Arquivado em: Uncategorized — Tags: — Charmene de Cara @ 4:27 pm

Faz quase um mês que me desliguei do grupo I’M. No período que estive lá pude acompanhar a criação do grupo, as dificuldades, os primeiros frutos colhidos. Senti-me participando de um momento importante para a história da moda brasileira.Foi um experiência que coroou meu amadurecimento como profissional, que expandiu meus horizontes e, consequentemente, influiu diretamente na minha percepção do mundo da moda. Não poderia ter pedido herança melhor desse período.

Aos amigos que ficam desejo tudo de melhor. Tive o prazer de ser cercada por profissionais extraordinários, por quem tenho muito carinho. Faço aqui públicos meus mais sinceros votos de sucesso e a esperança que nos encontremos novamente.

Sim, as férias de um mês que me dei já acabaram. Não tirava uma dessas desde o fim do colegial! Idéias pensadas para o futuro estão tomando forma agora, muito antes que eu esperava. Idéias que, para virarem projetos, necessitavam de um grau de maturidade que eu não tinha e que adquiri trabalhando para o grupo I’M. E, também por isso, sou infinitamente grata por ter passado por lá!

Grande beijo à todos,

Charmene.

Janeiro 15, 2008

SPFW Files – A saga da chemisier branca

Arquivado em: Uncategorized — Tags:, , , — Charmene de Cara @ 4:17 pm

 Como eu já disse no primeiro post dos meus arquivos da SPFW, nos bastidores do evento muitas vezes recebe um penetra nada bem vindo, o Murphy e junto com ele sua lei implacável. Muitas vezes a maioria dos fashionistas nem fica sabendo dessa visita, por conta de um staff dedicado, capaz de tudo para deixar o evento com todo o glamour que ele necessita e merece.Poderia citar milhões, mas creio que os piores entre meus piores momentos estão o dia que eu não conseguia sentar uma jornalista de uma revista de peso que chegou 40 segundos antes do início de um desfile e ela quase saiu da sala revoltada, quando fui extra de uma assessoria. Pânico! Também o dia em que driblamos meia segurança e subimos com 5 manequins debaixo do braço, porque depois do meio dia nem o Paulo Borges sobe com carrinho pela entrada de serviço. Mas um dos meus preferidos é a saga do chemisier de tricoline stretch branco, na estação passada.

8:30 – O vestido sai de sua capinha de plástico e é pendurado com sua ficha na arara.

9:00 – Chega a vez dele  na passadoria

10:00 – Noto uma mancha amarelada enorme nas costas causada pelo ferro.

10:15 – Volto a respirar, ligo para um amigo e peço os telefones de todos os dry cleanears na região da Bienal.

11:00 – Ligo para minha chefe (e coordenadora de camarim) e conto para ela do problema. Ela me diz que nada sai de lá, que resolvemos esse problema quando ela chegasse.

14:00 – Chega minha chefe e um pote gigante de Vanish Powder O2.

15:00 – Após quase 40 min secando o vestido com um secador emprestado de um beauty artist que não era o nosso, percebo que a tentiva número 01 fracassou, mas que a mancha estava mais clara.

16:00 – Aparece uma boa alma com um talco.

16:10 – *correndo para o banheiro com o vestido, o talco e o Vanish na mão* Walério, o que diabos você tá fazendo deitado no chão? Sinceramente, ele estava melhor que eu. E ele estava tirando foto para o Estado.

17:00 – Tentativa número 02 de remover a mancha fracassa, mas pelo menos dessa vez o secador que eu usei já era da equipe contratada para o desfile.

18:00 – *arrancando os cabelos* – Tentativa número três fracassa e o beauty artist que me emprestou o secador não aguenta mais ver a minha cara.

19:00 – Após 4 tentativas a mancha sumiu finalmente! Quando percebi isso minha felicidade foi tanta que a descarga de energia que meu corpo soltou fez com que o secador explodisse na minha mão. Vergonha máxima.

19:15 – Saio de meu esconderijo no camarim ao lado, que estava vazio, ainda morta de vergonha, vejo que o vestido está sendo passado de novo e fuzilo a passadeira com o olhar.

19:30 – O vestido vai lindo para a arara, como se nada disso tivesse acontecido.  Não posso dizer o mesmo de mim.

21:00 – A modelo veste e fica tão linda que por um momento esqueço o trabalho que deu.

22:00 – Já não sei mais quem é o vestido, quem sou, o que é desfile e porque diabos eu fui trabalhar com moda mesmo. Mas o desfile foi sucesso, pelo menos é o que denunciam os tim-tims que eu escuto perto de mim.

Olha ele aà gente

Mal humor a parte, dá para sentir o drama que é organizar um desfile. E esse foi só um “causo” que separei em meu modesto arquivo.

Dezembro 20, 2007

Genesis

Arquivado em: Uncategorized — Tags:, — Charmene de Cara @ 3:35 pm

Por que blogar?

a. Resolução de Ano Novo?

b. Para me expressar?

c.  Carência de origem desconhecida?

d. Desejo de produzir por produzir?

e. A hora é agora?

f. Todas as anteriores

 Assinalo a f. É por isso e muito mais que estou aqui agora.

 Charmene do que?

de Cara, desde sempre. Já escutei tantas vezes a mesma piada que virou um pouco parte mim. Charmene de Cara, prazer! Tá de Cara? Eu sei, eu também fico.

Latina, Brasileira, Paulista(na), Ipiranguista

Formada em Varejo e Negócios da Moda (habilitação em Marketing) pela Universidade Anhembi Morumbi. Cursando MBA em Gestão Empresarial na FGV (o famoso rendez vous quinzenal com os Pereiras).

Em 6 anos na área de moda, passei por assessorias de imprensa, organizei eventos, coordenei a moda em si e o desenvolvimento de produto em empresas como a Zoomp, Vicunha Textil e CBD (a.k.a Grupo Pão de Açúcar).

Em busca de uma moda menos ordinária.

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